A Copa do Mundo de 2014, antes mesmo da confirmação do Brasil como sede, já rendeu muitas festas de dirigentes torcedores e políticos. A disputa para ser sede ainda movimenta prefeituras, mesmo sabendo que a CBF já enviou uma pré-lista para a Fifa. Isso é o caso de Campinas, cidade há 95 km de São Paulo, uma das regiões mais ricas do país, que esta fora dessa primeira lista, mas alimenta chances de, posteriormente, entrar nela.
Para isso, os deputados campineiros tentam viabilizar, através de empresários, a construção de um novo estádio, de fácil acesso. Segundo o deputado Guilherme Campos, o novo estádio teria um valor de aproximadamente 250 milhões. Além disso, serão construídos também um centro de convenções e um centro cultural, ambos no mesmo terreno. O fato é que para esse projeto ser concretizado, é preciso que a diretoria de Guarani e Ponte Preta também queiram, pois a idéia é de que o estádio fique para os dois após ser construído.
No entanto, as duas diretorias já anunciaram a maquete dos seus novos estádios, quase acabando com as chances da prefeitura. Guarani, com problemas financeiros, espera vender o seu atual estádio, que vale aproximadamente 300 milhões, e construir um outro mais moderno, além de conseguir pagar todas as suas dividas. A Ponte Preta quer construir um novo estádio, mas não vender ou destruir o seu atual. As duas torcidas não querem um estádio em conjunto, apoiando assim a construção de dois estádios.
Em relação a esses dois projetos, o da arena bugrina é o que esta mais adiantado. Após ter recebido a permissão dos sócios para a venda do Brinco de Ouro, Leonel Martins, presidente do Guarani, já disse que há propostas, porém, ele só vende pelo preço certo, aquele que vai acabar com as dividas e reerguer o clube no cenário nacional novamente.
Ao saber dessas propostas, correm boatos que a prefeitura de Campinas já avisou que embargará a obra do novo estádio. No lugar do Brinco de Ouro, há chances de construir um shopping ou um grande condomínio empresarial ou residencial. A prefeitura alega que essas construções irão aumentar a circulação de automóveis, podendo causar acidentes e muito transito para a área, que é, na maioria, residencial.
Enquanto dirigentes bugrinos e pontepretanos tentam avançar com seus projetos, a Prefeitura, pelo menos no caso do Guarani, tenta impedir, podendo avançar com o projeto de um estádio único. A discussão entre os times e os deputados, parece, está longe de acabar. Porém, é importante lembrar que esse ano tem eleições, que decidirão um novo prefeito e vereadores para a cidade. A população logo irá ver as campanhas e o andamento desse processo, que pode ou não, trazer jogos da copa para a cidade.
postado por: Daniel Barbosa Nogaroli