
A Itália teve, nos últimos 15 anos, uma das maiores gerações de jogadores da sua história. Nomes como Paolo Maldini, Fábio Cannavaro, Roberto Baggio, Gianluigi Buffon, Alessandro Costacurta, Franco Baresi, Alessandro Del Piero, Alessandro Nesta, Demetrio Albertini, Francesco Totti, Christian Vieri, entre outros, ajudaram o país a chegar a duas finais de Copas do Mundo durante esse período e ser campeã uma vez.
Depois de 2006, ano em que a Itália foi campeã mundial, a seleção do país vem sofrendo crecentes e pesadas críticas sobre a idade média de seu plantel e sobre a falta de oportunidades aos jovens nomes que estão subindo.
Jovens estes que prometem manter a tradição do país de ser um dos favoritos a todas as competições que disputar. Nomes muito promissores como Riccardo Montolivo, Domenico Criscito, Antonio Nocerino, Giorgio Chiellini, Alberto Aquilani, Simone Pepe, Giuseppe Rossi, Giampaolo Pazzini, Mario Balotelli, Marco Andreolli, Paolo De Ceglie, Marco Motta, Alessio Cerci, Sebastian Giovinco, Alberto Paloschi, Davide Santon, entre outros. Nomes que, inclusive, já são titulares ou jogadores importantes dos grandes clubes europeus.
Mas o técnico Marcello Lippi, assim como seu antecessor, Roberto Donadoni, insiste na velha geração de jogadores. A Itália, por exemplo, tem a maior média de idade entre as seleções que disputarão a Copa das Confederações (29 anos), apresentando uma pequena “melhora” em relação à média de idade da seleção que disputou a Eurocopa, também a mais velha entre os países da competição (31 anos).
Essa pequena melhora se deve a oportunidade que Lippi começa a dar aos novos jogadores. Entre os convocados para a Copa das Confederações, figuram nomes como Giorgio Chiellini, provável zagueiro titular da equipe, o ala de 18 anos Davide Santon, Riccardo Montolivo, que pode ser um dos titulares do meio campo, alem dos atacantes Simone Peppe e o jogador mais promissor do país, Giuseppe Rossi, que também deve ter chance entre os titulares.
É certo que ainda é pouco para um país que tem tantos jovens promissores esperando por oportunidades e que conta com tantos veteranos na lista da seleção principal, mas já é uma grande melhora em relação à Eurocopa. Devemos prestar atenção no desempenho dos jovens nessa Copa das Confederações para sabermos se Lippi continuará a necessária renovação de sua seleção já para a Copa de 2010 ou se a “nova” Itália só será vista a partir de 2012.
Enquanto isso, jogadores como Santon, da Inter de Milão, se deliciam com a chance na seleção principal. O ala, que é comparado com Paolo Maldini e tem apenas 18 anos, se diz deliciado com a primeira oportunidade na “Azurra” e comenta sobre as comparações ao ex-zagueiro do Milan: “Espero me tornar o Maldini da Inter. Ele foi um exemplo e sempre será”, disse Santon a repórteres antes do anúncio da convocação. “Ficarei feliz em fazer metade do que Paolo fez no futebol”. Ele também cita outro grande jogador da história da Itália como exemplo: “Gostaria de me tornar um Bergomi sem bigode” (Giuseppe Bergomi, ex-jogador que fez carreira na Inter de Milão, conquistou a Copa do Mundo pela Itália em 1982 com 19 anos, idade que Santon terá em 2010).