Contratado para ser uma das estrelas do time do Milan, na época em que Kaká ainda jogava pelo clube italiano, Ronaldinho Gaúcho decepcionou a todos: torcida, técnico e diretores. O que se via era um jogador pesado, que parecia não estar mais interessado em jogar, apenas aproveitar da sua fama e usufruir de já ter sido eleito melhor do mundo.
Ronaldinho Gaúcho ficou acomodado no time milanês, era reserva e de vez em quando entrava no segundo tempo; mas de produtivo, só o merchandising que ele proporcionava. A decadência do jogador brasileiro era tão grande que até o inglês Beckham conseguiu ofusca-lo por um bom tempo.

Ronaldinho Gaúcho
Nessa pré-temporada, ao que tudo indica, a situação mudou. Kaká, a principal arma do time do Milan, foi embora. Beckham também. Sobrou ele, quieto, ali no banco. Berlusconi, presidente do clube italiano, chamou o jogador e cobrou mais atitude, pois agora, ele terá que pegar a vaga deixada por Kaká e transformar esse time mediano em um clube com chegada.
Parece que essa conversa surtiu efeito. Ronaldinho Gaúcho está jogando muito bem a pré-temporada e está desequilibrando, com seus dribles e passes característicos. Está muito longe de ser aquele jogador que destruiu o Real Madrid em pleno Santiago Bernabéu. Mas para quem já estava descartado do futebol internacional, esse “chacoalhão” deve ter surtido efeito. Veremos se ele irá manter essas apresentações quando o clube pegar adversários mais tradicionais e poderosos.
Algumas imagens do último jogo do brasileiro, contra o América do México. Tudo bem que o time italiano perdeu de 2 a 1, mas é notável como ele está participando mais. Os dias de acomodação acabaram.